Conheça a história de três mães que rejeitaram a gravidez e, hoje, vêem seus filhos como dádiva de Deus

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Sem aceitar a gravidez, Sandra tentou por diversas vezes abortar a criança, assim como Ana Paula, de 23 anos, mães de duas filhas: Lauanda (seis anos) e Eloá (cinco meses). “Fiquei muito assustada quando peguei o resultado do teste da minha segunda gravidez. Havia rompido com pai da criança e já estava muito envolvida em um novo relacionamento. Aquele bebê era tudo o que não queria no momento. Nesse sentido, comecei usar droga (cocaína) com o objetivo de me livrar da criança que crescia dentro de mim”, relatou Ana Paula.
 Já Daniele Moraes, 27 anos, mãe de sete filhos, disse que durante a última gravidez, além de usar drogas e tomar bastante bebida destilada, também tentou perfurar a barriga com uma faca. “Tive seis filhos durante o meu casamento, os quais foram desejados. Porém, já viciada em drogas, separada, sem a guarda dos meus filhos, sem família, e morando na rua, me envolvi com um ex-dependente químico e fui morar com ele. Esse relacionamento não deu certo e, voltei a morar na rua. Pouco tempo depois, descobri que estava grávida novamente. Sem saber o que fazer diante daquela situação, comecei a me drogar e a beber cada vez mais e, certo dia, no auge do meu desespero, tentei perfurar a minha barriga, mas algo não permitiu que a faca penetrasse. Além disso, graças a Deus, pessoas, que estavam no local, viram aquele ato e, com a ajuda de um pastor da Lagoinha, conseguiram tomar a faca da minha mão e evitar que algo de pior acontecesse”.
Sandra, Ana Paula e Daniele, que não amavam seus filhos, disseram que só por meio de ajuda, cuidado, atenção, carinho e, principalmente Deus, conseguiram transformar toda rejeição em amor. “Uma amiga, ao saber do meu caso, me falou a respeito do projeto Apoio a Mulheres numa Gravidez Indesejada (AMGI), da Igreja Batista da Lagoinha. Acessei o site da igreja, a fim de obter mais informações. Na ocasião, li diversos depoimentos de outras mães que tocaram muito o meu coração e, depois entrei em contato com o projeto, que começou a me oferecer atendimentos. A partir do primeiro encontro com a equipe do AMGI, eu, que estava afastada dos caminhos do Senhor, fui novamente atraída para Sua presença; passei a sentir o mover do Espírito Santo; e amar o meu filho. Lembro que, certo dia, ao voltar de uma reunião do AMGI, esperei meu esposo ir trabalhar, coloquei minha filha para dormir, entrei para o meu quarto, ajoelhei e orei pedindo perdão a Deus e ao meu filho. Naquele momento, percebi que já não queria mais que o meu bebê morresse, mas que ficasse dentro de mim, até o fim da gestação”, destacou Sandra.
“Depois que conheci o AMGI, tudo mudou em minha vida. Pude ser transformada, comecei amar a minha filha, Sofia, que é um presente de Deus em minha vida, e a fazer o pré-natal”, contou Daniele. “O AMGI não só nos apóia e nos faz amar nossos filhos, mas também nos faz conhecer o Senhor. Ele é uma benção em minha vida”, acrescentou Ana Paula.

Atualmente, com uma nova visão a respeito de seus filhos e cheias de amor por eles, Sandra, Ana Paula e Daniele, aconselham todas as mamães, que estão vivenciando uma gravidez indesejada, a serem fortes e permanecerem firmes nesse propósito de Deus para suas vidas.
“Procure o Senhor, em primeiro lugar, o AMGI e uma pessoa que realmente possa lhe ajudar. Lembre-se que essa criança, que hoje você rejeita, pode ser a pessoa que irá cuidar de você amanhã”, orientou Ana Paula.“Tenha muita calma, pois em meio ao desespero só tomamos decisões erradas. Busque ao Senhor e, Ele lhe dará a paz necessária que você precisará durante toda gestação. Transforme toda essa rejeição em amor e não desista de seu filho”, completou Sandra. “Este domingo será o `Dia das Mães´ mais especial da minha vida. Quando olho para a Sofia, que está apenas com sete dias, é como se estivesse vivendo um sonho, pois não imaginava que ela fosse sobreviver. Tê-la em meus abraços é algo que não consigo nem descrever. Lembre-se,  há tantas mulheres que tem o sonho de ser mãe e não consegue realizá-lo; então, não perca tempo, aproveite cada momento dessa gestação e agradeça a Deus por ter lhe concedido essa tamanha graça”, finalizou Daniele.
Apoio a Mulheres numa Gravidez Indesejada (AMGI)
O AMGI atende mulheres e realiza o acompanhamento das gestantes antes e após o nascimento da criança.
“Depois que conheci o AMGI, tudo mudou em minha vida. Pude ser transformada, comecei amar a minha filha, Sofia, e a fazer o pré-natal”. (Daniele)
Com a ajuda do projeto, várias mães e bebês recebem uma nova oportunidade de viver, evitando problemas físicos e psicológicos. Por meio de aconselhamentos com psicólogas e conselheiras, o AMGI orienta as mães, mesmo em situações difíceis, a não optarem pelo aborto.
As mulheres, que aceitam a ajuda proposta pelo projeto, são abençoadas com roupas para gestante, enxoval para bebê, cesta básica, encaminhamento para pré-natal e exames clínicos.

 

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Sandra

 

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Ana Paula

 

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Danielle

Fotos e reportagem: Cristiane Soares
Publicado no site Lagoinha.com em 11/05/2014.